16 abril 2012

SHORTNEWS - BOLETIM MARÇO/2012

Todo mês de março o Clã Moy Yat Sang se mobiliza para um grande encontro: o aniversário do seu líder, Mestre Leo Imamura. Na tradição do Kung Fu, reunir-se em torno do Si Fu (líder da família), em seu aniversário, sempre foi sinônimo da salvaguarda do legado. Confira o que ocorreu na MYVT neste último mês:
03/MAR
I Encontro do Projeto "A Bordo do Junco Vermelho" em 2012

Em 2009, as pesquisas sobre a história do Ving Tsun e a genealogia do Clã Moy ganharam um projeto oficial, batizado de A Bordo do Junco Vermelho (On Board the Red Boat).
O nome remonta o célebre período do Sistema Ving Tsun, logo após sua fundação, que precisou ser sigiloso, formando uma sociedade secreta, que preservou, por pelo menos quatro gerações, o Sistema Ving Tsun, dentro de uma embarcação de cor vermelha, que também serviu para abrigar uma cia. de ópera cantonesa, no sul da China, durante os séculos XVIII e XIX.
Réplica do Junco Vermelho, no museu de ópera em Foshan - China.
O projeto A Bordo do Junco Vermelho efetivou sua primeira excursão à China em novembro de 2009, em comitiva de mestres e praticantes seniores, liderados pela viúva do Grão Mestre Moy Yat, Sra. Helen Moy. Pessoas e locais foram pesquisados, nas cidades de Foshan, berço do Ving Tsun, e Hong Kong, onde viveu o último patriarca, Ip Man.
Leo Imamura, Anderson Maia, Leonardo Mordente, dentre outros, entrevistando mestre Ming, em Hong Kong.
Neste ano do dragão uma nova viagem acontecerá para cobrir a pesquisa, em locais ainda não visitados. E a exemplo da primeira viagem do projeto, os membros da MYVTMI serão novamente os patrocinadores, contribuindo para a conclusão do mesmo, que se tornará em breve um livro, além dos vídeos, ambos nunca antes produzidos sobre a história do Ving Tsun.


Os patrocinadores do projeto poderão desfrutar em 2012 de seis encontros mensais, sendo o primeiro realizado agora. O tema deste primeiro foi às origens do Kung Fu, o monastério Shaolin (Siu Lam), os primórdios de nossa genealogia. Entre abril e setembro haverão as outras edições.


Saiba mais acessando www.onboardtheredboat.com

08/MAR
Dia Internacional da Mulher e o Ving Tsun
A honorável fundadora do Sistema Ving Tsun, Mestra Yim Ving Tsun, viveu no século XVIII, período onde a China vivia um delicado momento social. Para as mulheres desta época, imperava preconceitos, distanciando os gêneros.
A atriz chinesa Michelle Yeoh, interpretando Yim Ving Tsun.
No entanto, Yim Ving Tsun foi o maior exemplo da sabedoria chinesa. Numa época em que a mulher não tinha voz ativa na sociedade, ela soube introduzir, no "masculinizado" círculo marcial, seus conhecimentos, advindo ainda de outra mulher - a monja shaolin Ng Mui, sua mentora.
O círculo marcial chinês no século XVIII: predomínio de homens.
Foram os descedentes da fundadora, a começar pelo próprio marido, que batizaram a arte de "Ving Tsun Kuen", ou seja, os "punhos da Yim Ving Tsun", uma homenagem reconhecida até os dias atuais.
A líder do clã Vanise Imamura e a mestra Úrsula Lima, atuais exemplos de mulheres no Ving Tsun.
Grande parte das mulheres deste século buscam artes marciais agressivas e "masculinas", muito influenciadas pela grande mídia, que desconhece o valor das artes marciais tradicionais, que prezam pela suavidade, sem perder a eficácia. O Ving Tsun da mestra Yim Ving Tsun pode ser considerado o apogeu destas poderosas "artes sensíveis".
 
18/MAR
49o. Aniversário do Mestre Leo Imamura

A capital brasileira foi o cenário para a celebração do 49o. aniversário do líder do Clã Moy Yat Sang. O Mestre Leo Imamura foi recebido pelos membros do Núcleo Brasília de forma especial, tendo como anfitriões o Mestre Nataniel Rosa e sua esposa Patrícia Hallack.
Depoimentos dos mestres sobre a vida de Leo Imamura, o líder do Clã Moy Yat Sang.
O Núcleo Brasília já conta com dez anos de existência. Reúne membros antigos e recém ingressos na Moy Yat Ving Tsun. Estas duas gerações proporcianaram aos demais convidados, de outros núcleos do Brasil, diversos momentos para a "vida kung fu" - a oportunidade de aprender o Ving Tsun por meio do rico relacionamento familiar.


O evento começou no sábado com um almoço, em um agradável clube da capital brasileira. Foi neste local que os antigos mestres, discípulos do mestre Leo Imamura, relataram sua experiência, da relação Si-To (mestre-discípulo), nos anos 90.
O tradicional corte do bolo, com as facas gêmeas do Ving Tsun.
A festa de 49 anos do líder do Clã Moy Yat Sang ocorreu em um luxuoso restaurante, sendo a festa o momento mais marcante do evento, com emocionados depoimentos, além do sábio discurso do Mestre Leo Imamura, em gratidão a tudo já realizado por seus descendentes.
Mestre Leo Imamura instaurando a placa ancestral no San Toi do Núcleo Brasília.
No domingo, houve a cerimônia de reestruturação do San Toi no Mo Gun. Uma palestra sobre Inteligência Estratégica colocaram Leo Imamura e sua esposa, Dra. Vanise Imamura, para discutir o tema, "carro-chefe" da promoção da Moy Yat Ving Tsun nos dias de hoje. Um alegre churrasco, organizado pelos membros anfitrões, encerrou a celebração de mais este aniversário. 


31/MAR Encontro das Mulheres do Ving Tsun em Belo Horizonte

Comemorando o Dia Internacional da Mulher, o núcleo BH Savassi reuniu as "mulheres do Ving Tsun", sejam elas praticantes ou cônjuge do homens que já praticam.
O grupo das mulheres do Ving Tsun neste primeiro encontro
O alegre encontro contou ainda com a participação, à distância, da líder do Clã Moy Yat Sang, Dra. Vanise Imamura, que dedicou um texto para as presentes. Dra. Vanise está este ano preparando a publicação de um livro - A Arte da Paz - que muito vai trazer da sabedoria chinesa do "feminilizar".
Ana Paula, Liana e Bruna. As três mais graduadas mulheres do Ving Tsun de MG.
No restaurante de Belo Horizonte, o grupo foi liderado por Carla Maia, Si Mo da família Moy On Da San. Mais encontros irão ocorrer neste ano, para dar a oportunidade para mais mulheres comparecerem. Certeza que valeu a pena a iniciativa.

15 março 2012

Novo Portal MYVT.ORG

No dia 15 de março de 2003, há noves anos, o mestre Leo Imamura comemorava 40 anos de idade e inaugurava uma nova etapa na Moy Yat Ving Tsun Martial Intelligence: era lançado o Programa MYVT de Inteligência Marcial e, no mesmo dia, a primeira Titulação de Mestre da Família Moy Yat Sang.
Na foto: Anderson Maia recebendo a inédita titulação de Mestre no Brasil.
Desta forma, a Família Moy Yat Sang se tornava um Clã e surgia a 12a. geração de praticantes no Brasil. Um Conselho de Mestres surgiu, sob a liderança do Mestre Sênior Leo Imamura e de sua esposa, Dra. Vanise Imamura.
Em 15/3/2003: Leo Imamura, Sr. Michael Wong, Sra. Helen Moy, Pete Pajil e Miguel Hernandez.
Hoje, o Clã Moy Yat Sang cresceu e conta com onze mestres e dez Mo Gun (núcleos licenciados de salvaguarda da denominação MYVT), no Brasil e no extrerior.

Além disso, o Clã tem um Mo Gun exclusivo para os membros vitalícios, a chamada "Casa dos Discípulos", em São Paulo. Ainda para o ano do dragão, estão indicados mais três tutores para a titulação de Mestre e pelo menos mais dois núcleos serão inaugurados.
A Casa dos Discípulos em São Paulo, Uma grande conquista do Clã.
Para reunir toda esta força e celebrar esta histórica data, a MYVTMI lança hoje o seu novo portal de internet. Com uma apresentação simples e refinada, como pede a própria arte do Ving Tsun, o portal reúne o trabalho dos núcleos e dos mestres, além de informações básicas sobre a Denominação Moy Yat Ving Tsun. Esta é ainda a primeira fase de um longo projeto de posicionamento na web, para melhor expor à sociedade o nosso papel.

Conheça o novo portal MYVT: www.myvt.org 

12 fevereiro 2012

SHORTNEWS - BOLETIM JAN/FEV 2012

Entra o Dragão. Foi assim que grande parte do ocidente tomou contato com as artes marciais chinesas e sua rica cultura. Estamos nos referindo ao filme "Enter The Dragon", de 1973, do astro Bruce Lee, conhecido também como Siu Long (pequeno dragão). O título deste clássico do cinema dá o tom de importância que os chineses referem-se ao animal vigente no ano de 2012, considerado o mais auspicioso. Confira como a Moy Yat Ving Tsun começou o seu ano do dragão: 

08/FEV
Definido o Calendário Oficial da MYVT no Ano do Dragão
A Moy Yat Ving Tsun definiu o seu calendário de 2012, em reunião do Conselho de Mestres (vide foto), liderado pelo mestre sênior Leo Imamura, o líder do Clã Moy Yat Sang. 
Parte do Conselho de Mestres MYVT, em São Paulo.
Confira os principais eventos:
FEV - Inauguração oficial do Núcleo Copacabana RJ (diretora Úrsula Lima)
MAR - 49o. Aniversário do Mestre Leo Imamura, em Brasília DF
ABR - Turnê aos Estados Unidos da América
MAI - Visita do líder do Clã Moy Yat Sang à Belo Horizonte MG
JUN - Tributo ao Grão Mestre Moy Yat
JUL -  Dia Memorial do Ving Tsun (4/7)
AGO - 24o. Aniversário da Família Moy Yat Sang (8/8)
SET -  Visita do líder do Clã Moy Yat Sang à Buenos Aires ARG e ao Rio de Janeiro RJ
OUT -  Inauguração oficial do Núcleo Madri ESPANHA (diretor Marcelo Navarro)
NOV - 2a. Etapa do Projeto A Bordo do Junco Vermelho - CHINA
DEZ - 72o. Aniversário da Líder do Clã Moy Yat, Sra. Helen Moy, em New York EUA


03/FEV
Cerimônia e Jantar do Ano do Dragão em Belo Horizonte

Em Belo Horizonte, a cerimônia e o jantar de ano novo chinês já é uma tradição. Sempre realizada no restaurante Macau, desde 2003, o salão superior do mesmo recebe a Cerimônia Tradicional da Família Moy On Da San, liderada pelo Mestre Anderson Maia.
Mestre Anderson Maia realiza o Hoi Kuen aos membros admitidos em 2011
Logo após o reconhecimento dos novos membros (Hoi Kuen) e dos praticantes em passagem de nível no Núcleo BH Savassi, o jantar do ano do dragão, repleto de simbolismo, encerrou à noite, que reuniu dezenas de membros da Moy Yat Ving Tsun de Minas Gerais e seus familiares.
Membros Vitalícios que testemunharam o evento, que contou com mais de 80 pessoas.
Este ano, a data escolhida, 03/02, serviu para homenagear a inauguração do primeiro núcleo MYVT de Belo Horizonte, fundado 21 anos atrás, no exato dia 03 de fevereiro de 1991.
O 1o. Mogun MYVT de Belo Horizonte, em 1991.
23/JAN
Ano novo chinês do Clã Moy Yat Sang em São Paulo

O Clã Moy Yat Sang recebeu a chegada do ano do dragão de forma auspiciosa, reunindo em São Paulo mestres e membros de várias gerações e cidades do Brasil, todos prestigiando os anfitriões, Mestre Leo Imamura e Dra. Vanise Imamura, os líderes do Clã Moy Yat Sang.
O salão do jantar chinês, decorado para receber o Clã Moy Yat Sang
De Belo Horizonte, representaram o Núcleo BH Savassi neste evento, o mestre Anderson Maia e os membros Tunico Caldeira, Pedro Valadão e Humberto Cotta Jr. Destaque para Pedro Valadão, que veio especialmente da Finlândia, onde atualmente mora, para esta ocasião.
Melissa Imamura, Tunico Caldeira, Leo Imamura, Anderson Maia e Pedro Valadão.
17/JAN
Preparando o "San Toi", o local de respeito aos ancestrais

Em sua última viagem aos Estados Unidos, em dezembro de 2011, o mestre Leo Imamura teve a oportunidade de receber orientações do Sr. Jonh Tsang e da Sra. Helen Moy sobre o San Toi, o local reservado no Mogun para respeito aos ancestrais do Ving Tsun.
Leo Imamura recebendo orientação de seu Si Hing de New York, Jonh Tsang.
O primeiro, Sr. Jonh Tsang, é um renomado discípulo de Grão Mestre Moy Yat, dos anos 80. Ele é um especialista em Fong Sui, a arte de geomancia chinesa, usada para "regular" um San Toi ou um altar de reverência ancestral, dentre outros ambientes. A segunda, Sra. Helen Moy, viúva de Moy Yat, atual conselheira para as decisões dos líderes descendentes do Grão-Mestre.
O documento histórico de Grão-Mestre Moy Yat sobre o San Jue Paai.
Com base em um documento recomendado por Grão-Mestre Moy Yat, o mestre Leo Imamura aproveitou a passagem do ano chinês para destacar no San Toi, da Casa dos Discípulos (São Paulo), o San Jue Paai, a placa ancestral com os dizeres deixados pelo Grão Mestre. Para tal, as recomendações do Sr. Jonh Tsang e da Sra. Helen Moy foram seguidos rigorasamente.
A disposição do San Toi recomendada na viagem de New York.
As mesmas mudanças ocorrerão nos demais núcleos licenciados da MYVTMI (vide www.myvt.org).

08/JAN
Primeiro encontro dos Membros Vitalícios em Minas Gerais

O primeiro evento do ano de 2012 em Minas Gerais foi o encontro dos membros do nível superior final, representantes da mais antiga geração do Núcleo BH Savassi.
Membros do Nível Superior Final discutindo um vídeo de Grão-Mestre Moy Yat.
Reunidos de forma descontraída na residência do Mestre Anderson Maia, o grupo não somente discutiu temas objetivos, como o calendário e projetos de 2012, como também tiveram a rica oportunidade da "Vida Kung Fu", o convívio familiar para experiênciar o Ving Tsun, da prática marcial às refeições em conjunto.

13 janeiro 2012

Chegada do Ano do Dragão

O tão aguardado ano do dragão, com início efetivo no próximo dia 23 de janeiro, começou a fazer-se presente, dez dias antes, com a abertura do "festival da primavera", o feriado mais importante para o povo chinês e muitos outras nações asiáticas, bem como nas muitas comunidades chinesas espalhadas no ocidente.
Abertura do Festival da Primavera na China
As manifestações são inúmeras, gerando euforia ao povo, das mais diversas classes sociais. Dentre as tradições, as mais usuais para o primeiro dia do festival da primavera são:

- Postar um cartaz com o ideograma "Fu" invertido. Fu significa felicidade. Ao inverter o ideograma, ele lembrará outro ideograma, com a palavra "chegar", dando o sentido "que chegue a felicidade com o ano novo".

- Comer To Fu, o queijo de soja, por que a palavra é homófona ao Fu de felicidade.

- Dança folclórica do dragão. Grupos de artes marciais e de danças saem pelas ruas com vistosos dragões, avisando ao povo que a primavera chegou e o ano novo está por consolidar.
- Espalhar potes de doces e balas nos recintos. Para que, a todo momento, as pessoas deixem a "armagura para trás".

Nos próximos dias até o início de fevereiro, muitos costumes antigos são preservados, dia após dia, principalmente quando se trata do auspicioso animal dragão. Nosso blog fará, ao longo desta tradicional festividade, inserções do significado da festa do ano novo e ainda a representatividade do dragão para os chineses e as artes marciais.

O Clã Moy Yat Sang do Brasil fará a sua confraternização no dia 22 de janeiro, domingo, num tradicional restaurante chinês de São Paulo.

21 dezembro 2011

SHORTNEWS - BOLETIM DEZEMBRO/2011

Ainda que para o calendário chinês o ano somente terminará no dia 23 de janeiro de 2012, nós, da Moy Yat Ving Tsun, já podemos celebrar o encerramento deste ano do coelho com muitas realizações. Durante o período de 17/12 à 04/01 estaremos em recesso. No dia 05/01 retornaremos, já preparando a chegada do auspicioso ano do dragão. Acompanhe a seguir os últimos eventos de 2011: 

01/Dez 
Abertura do Curso de Mandarim
O núcleo BH Savassi tem o privilégio de ter como integrante um nativo chinês, Chen Yen Pin. Contando ainda com o apoio de seus familiares - a família Chen - Chen Yen Pin iniciou os membros da família Kung Fu no idioma chinês oficial, em uma aula introdutória.
O encontro permitiu que os praticantes de Ving Tsun brasileiros pudessem apreciar os primeiros passos da língua mandarim, suas diferentes entonações e construção de frases.
A partir de 2012 haverá este curso básico de conversação do mandarim, sendo uma extensão ao curso já existente de escrita chinesa, ministrado anualmente pelo tutor sênior de Ving Tsun e letrado Leonardo Mordente.

03/Dez 
Aniversário da Líder do Clã Moy Yat em New York

O local escolhido para a celebração do 71o. aniversário da Líder do Clã Moy Yat, Sra. Helen Moy, foi o mesmo do ano anterior: o confortável "Jade Asian Restaurant", bem localizado em Chinatown do bairro Queens, de New York, EUA.
Como em todas as edições, a celebração reuniu centenas de personalidades do grande Clã Moy Yat, mestres e discípulos desde a década de 60, passando pelos anos 70, 80, 90, chegando aos mais remanecentes decendentes do Grão-mestre, dos anos 2000. Uma verdadeira "aula" sobre a Família Moy Yat, provando sua vitaliciedade.
Sra. Helen Moy ladeada pelos netos, nora e filho, o mestre sênior William Moy.
Do Brasil, viajaram acompanhando o mestre sênior Leo Imamura os mestres Nataniel Rosa, Júlio Camacho e Celso Grande, além do tutor sênior Marcello Abreu.

14/Dez 
Workshop sobre o Baat Jaam Do

O Mestre Anderson Maia dedica sua última sessão do ano para apresentar o Baat Jaam Do, o nível superior final do sistema Ving Tsun. Este evento ocorre desde 2001, já sendo uma tradição no mogun MYVT de Belo Horizonte.
Histórica faca de treinamento do Grão-mestre Moy Yat (Hong Kong, anos 60)
O Baat Jaam Do, por força da tradição, deve ser transmitido de forma sigilosa. Há uma analogia, desde a antiga China, com a montanha Lu Saan, que fica durante todo o ano coberta por neblina, onde ninguém consegue visualizar sua face descoberta. 
O mesmo dizem das facas do Ving Tsun, de aprendizagem privativa, onde ninguém assiste. Talvez por isto este workshop de final de ano sempre atrai os membros do núcleo BH Savassi. Uma forma de reunir a todos e, ao mesmo tempo, prestigiar o mais raro e cobiçado conhecimento do Ving Tsun Kuen.


15/Dez 
Festa de Final de Ano da Família Kung Fu

As gerações do Ving Tsun no passado elegiam restaurantes e locais apropriados para fazerem as refeições e se relacionarem, de maneira que o aprendizado marcial do mogun se estendesse para a vida rotineira.

Foi assim em Foshan com várias gerações. Desde a época do "junco vermelho", no século XVIII, passando por Leung Jaan e Chan Wa Sun, no século XIX, chegando até Ip Man, nos idos do século XX. Locais ficaram marcados nesta cidade para encontros, como por exemplo o restaurande Tin Hoi, frequentado por tais gerações. Depois, em Hong Kong, o patriarca Ip Man manteve o costume, sendo o restaurante King Wa (Nathan Road) um dos locais preferidos pela família Kung Fu, já na década de 60.
Nathan Road nos anos 60. Vários restaurantes frequentados por Ip Man nesta avenida.
A família Kung Fu de Belo Horizonte tem também os seus lugares tradicionais, ainda que muitos não são de comida típica chinesa. Dentre os de comida chinesa, são frequentados pelo menos quatro: o restaurante Chá Jasmim, o restaurante Macau, o restaurante San Ho e o restaurante Dragon Palace.
No entanto, a festa de final de ano do núcleo BH Savassi sempre foi comemorado em um restaurante argentino da capital mineira, dos proprietários Beatriz e Gustavo Roman, antigos vizinhos e grandes amigos da família Kung Fu. A comemoração deste ano aconteceu no novo endereço do casal, a Parilla Los Hermanos, excelente casa de carnes e vinhos argentinos.

28 novembro 2011

SHORTNEWS - BOLETIM NOVEMBRO/2011

O mundo do Ving Tsun iniciou novembro com a perda de uma personalidade: Grão-Mestre Gwok Fu, até então o mais antigo e mais velho discípulo do Patriarca Ip Man em Foshan. O Blog MYVT BH Savassi presta uma homenagem a este histórico artista marcial. Confira as máterias deste mês:

01/nov
Grão-Mestre Gwok Fu (1919-2011)

Em meio à triste guerra sino-japonesa, com a China em vasta destruição, surgia uma relação que foi elegida à eternidade: Ip Man e Gwok Fu, mestre e discípulo do Ving Tsun. Ambos naturais de Foshan. O primeiro, o mundo o conhece hoje como nunca. O segundo, apenas àqueles que sabem que um legado marcial se faz de muitos personagens.
Gwok Fu tornou-se discípulo do Patriarca Ip Man ainda na década de 30. Anos mais tarde, já um Si Fu, ele distanciou-se do seu mentor, não por vontade, mas pelo quadro social que os chineses viviam, que obrigou Ip Man a refugiar, como todos bem sabem.
Se não bastasse o afastamento do mestre, Gwok Fu ainda sofreu em sua cidade natal a opressão dos chamados "maoístas", que repudiavam, entre os anos 40 e 60, práticas tradicionais de Kung Fu. Seu amor ao Ving Tsun fez com que, mesmo proibido, a tradição marcial fosse transmitida, reservadamente em sua comunidade e, principalmente, para seu filho, Gwok Wai Jaam.
A China se abriu e pouco antes, o Ving Tsun havia se internacionalizado. Foi aí que o mundo tomou conhecimento do agora Grão-Mestre Gwok Fu e sua escola em Foshan. Foi considerado o mais antigo e também o mais velho discípulo de Ip Man, juntamente com o seu irmão Kung Fu, Lun Gai, também estabelecido em Foshan e ainda vivo, embora com longa idade.
No dia 27 de outubro último, a família Gwok anunciou o falecimento do grande discípulo de Ip Man, aos 92 anos, de causas naturais.
A cada visita à China, a família Moy Yat tomava contato com Gwok Fu. No idos de 90, o prório Moy Yat esteve em Foshan e promoveu este encontro de grão-mestres. Depois, em 2006, a esposa Moy, Sra. Helen, visitou Gwok Fu, acompanhada de grande número.
A última visita entre as famílias Moy e Gwok deu-se em novembro de 2009, quando o histórico Grão-Mestre e seu filho foram longamente entrevistados, em sua casa e mogun, parte do projeto A Bordo do Junco Vermelho (www.onboardtheredboat.com).
Veja também esta entrevista com Gwok Fu disponível na web:
http://www.youtube.com/watch?v=DRYkzHIQ1W0&feature=related


15/nov
MYVT Núcleo BH Savassi completa 14 anos

Anderson Maia e seu Si Fu Leo Imamura, na celebração dos 20 anos.
O mestre Anderson Maia fundou o Mo Gun do bairro Savassi no ano de 1997, transferindo para esta região de vanguarda comercial e residencial de Belo Horizonte o núcleo da MYVT, que já havia chegado em Minas Gerais, desde 1990.
O Núcleo BH Savassi no Museu de Ip Man na China, visitado pelo membro Moy Wai Lim.
A primeira sessão de treinamento ocorreu no dia 15 de novembro e por isto esta é considerada a data de fundação da MYVT BH SAVASSI. Completados 14 anos, a escola passou por apenas três endereços neste bairro, consolidando um rico trabalho de salvaguarda do Sistema Ving Tsun, sob a denominação Moy Yat Ving Tsun.


16/nov
Mestre Leo Imamura é destaque no Jornal do Comércio

No intuito de divulgar e esclarecer sobre a inteligência estratégica chinesa, o consolidado JORNAL DO COMÉRCIO publicou a seguinte matéria, explorando o conhecimento do mestre Leo Imamura sobre o tema: 




O pensamento estratégico chinês, cultivado em milhares de anos e ao longo de muitas guerras, também pode ser útil ao universo corporativo, mas não encontra, em língua Portuguesa, uma vasta literatura. O lançamento da edição brasileira de "As 36 Estratégias Secretas", do especialista japonês em cultura chinesa, Hiroshi Moriya, preenche um pouco dessa lacuna. A obra detalha, em seis blocos, com igual número de subitens, estratégias para a vitória na batalha; para enganar o inimigo; para o ataque; para situações ambíguas; para batalhas unificadas; e para uma batalha perdida. 
"O chinês considera que o número seis é a base da mudança, ponto comum a todas as estratégias apresentadas", sintetiza o consultor de empresas que assina a apresentação do livro, Leo Imamura. 
O consultor, mestre na arte marcial que leva o nome da sua criadora, Ving Tsun, e especialista em inteligência estratégica chinesa, comenta que o ocidental, com base no modelo de pensamento grego, idealiza algo e põe em ação a vontade para alcançar seu objetivo. A forma oriental de pensar, compara Imamura, se inspirou na lógica do desenvolvimento. "Você não tem um modelo da realidade. Ele se desenvolve à medida em que as coisas acontecem. O desafio é se antecipar". 
Reflexões – É com essa abrangência, recomenda o especialista, que o livro deve ser absorvido por empresários. Ele não oferece um passo-a-passo, mas uma reflexão. Ter uma meta, de acordo com o raciocínio proposto, "seria limitar as oportunidades, porque no momento em que a empresa inicia a ação do plano, o mercado já começa a mudar. Por isso, mais importante que a persistência, é o monitoramento dos acontecimentos", conceitua Imamura. 
As estratégias chinesas, na apresentação do livro de Hiroshi Moriya, transitam entre histórias milenares de guerras, mas também aparecem em exemplos recentes, para facilitar o entendimento do leitor. 
No mundo globalizado, segundo a sua análise, o livro ajuda as pessoas a entenderem que há outras formas de ver a estratégia, sem que seja apenas sob a inspiração do modelo grego. O livro, no entanto, não é um contraponto a esse modelo, ressalva. Ele recomenda que os empresários absorvam a leitura como uma reflexão 
Vantagem – "Nós, brasileiros, somos considerados muito indisciplinados. Mas isso é uma qualidade. As obras chinesas nos ajudam a entender as nossas idiossincrasias", afirma o consultor. Ele considera que muitos empresários locais já aplicam as estratégias chinesas, ao valorizar as possibilidades de variações no mundo dos negócios. "O brasileiro aprendeu muito com as instabilidades e terá maior facilidade para entender o livro. 
Há muita literatura no mundo sobre as estratégias chinesas. O próprio Imamura deverá lançar, em 2012, um novo livro sobre o tema.
Leia um trecho do livro, relacionado com a pequena empresa: "...Se você puder dividir o inimigo e então atacar, será capaz de avançar na batalha com uma vantagem. Essa maneira de pensar também pode ser aplicada a táticas econômicas em pequenos negócios. A empresa menor, que tem "uma força militar menor", não sobreviverá se tentar encarar companhias grandes e bater de frente com elas em seu território. Para sobreviver, ela deve concentrar sua força marcial, planejar o desenvolvimento de seu próprio produto exclusivo e atacar quando houver uma abertura ou lacuna em um negócio que tenha um tamanho maior".


http://www.dcomercio.com.br/index.php/economia/sub-menu-negocios/76480-manual-chines-sobre-a-arte-da-vitoria

19/nov
Encontro do Nível Básico "Siu Nim Tau"

Como ocorre todo ano, o mestre sênior Leo Imamura visita Belo Horizonte, a convite do Mestre Anderson Maia, seu mais antigo discípulo no Brasil.
Nesta última viagem de 2011, o líder do Clã Moy Yat Sang veio a capital mineira para ministrar dois seminários, e também para desfrutar do convívio da Família Kung Fu nesta cidade.
O primeiro evento foi sobre o Siu Nim Tau, o primeiro domínio do Sistema Ving Tsun e seguramente o mais emblemático dos níveis, sendo a base de todo o Sistema.
Por seis horas, o mestre Leo Imamura liderou uma rica discussão entre os presentes, formado de discípulos de 1a. e 2a. geração do ministrante.
Moy Yat e Leo Imamura - Chi Sau anos 80 em NY
O ponto alto do encontro ocorreu quando se aprofundou sobre o Seung Chi Sau Luk Sau, o exercício dito como o "coração" do Ving Tsun, sempre iconizado para representar a excelência estratégica do Kung Fu.


20/nov
Encontro do Nível Superior Medial "Luk Dim Bun Gwan"

Com o mesmo formato do encontro do dia anterior, a visita do mestre Leo Imamura à Belo Horizonte culminou com o seminário do Luk Dim Bun Gwan, o tradicional bastão do Ving Tsun.
Com um grupo de participantes formado de membros mais antigos e graduados da MYVT de Minas Gerais, o encontro em mais esta edição contemplou os preciosos conteúdos que cercam o bastão longo chinês, outrora chamado de "conhecimento secreto" do Sistema Ving Tsun.
Sabe-se que o bastão do Ving Tsun teve sua origem no monastério Siu Lam (Shaolin) e era considerada uma "arma sagrada" do monge guerreiro.
Um século depois, o bastão ganhou presença no junco vermelho em Foshan e arredores, no sul da China. Ficou imortalizado nas mãos do quinto ancestral, o famoso Leung Yi Tai, bastoneiro do junco e reconhecido ator da então ópera cantonesa.
Leung Yi Tai interpretado em novela
Duas gerações mais tarde, Chan Yu Ming, filho do ancestral Chan Wa Sun, conquistou o "bastão das sete províncias", por ter sido vitorioso numa das maiores competições marciais da China, no início do século XX.
Já em 1950, com Ip Man em Hong Kong, o bastão era de acesso muito restrito, até por que o seu longo tamanho impedia a prática na densa paisagem urbana desta ilha.
Os presentes no encontro do Luk Dim Bun Gwan de 2011 puderam reviver, através da experiência marcial, esta antiga tradição que perdura há tantas gerações.